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Boletim Técnico
Análise Sinótica: 13/01/2018-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 13/01, observa-se a Alta da Bolívia (AB) mais a oeste em relação à análise anterior e o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) sobre o Nordeste, com centro entre o PI e a BA. Este padrão de circulação é típico desta época do ano, e na interface destes sistemas, tem-se difluência no escoamento, que produz a divergência de massa e induz a convergência em baixos níveis, o que contribui para a formação de nebulosidade convectiva sobre parte das Regiões Norte e Centro-Oeste. O VCAN favorece a instabilidade em parte do norte do Nordeste brasileiro. Observa-se o cavado da análise anterior um pouco deslocado para nordeste, agora com eixo entre a divisa de MS e GO, SP e Atlântico adjacente, que alinhou e reforçou a instabilidade em parte do centro-sul do país no dia anterior, de acordo com seu deslocamento no decorrer do dia, favorecida também pela termodinâmica. Esta instabilidade veio acompanhada de abundantes descargas elétricas. O Jato Subtropical (JST) atua acoplado ao Jato Polar no sul do continente. O Jato Polar atua ao sul de 40°S no sul do continente, onde contorna um cavado frontal e atua ao sul de 50°S nos oceanos, onde contorna duas cristas, uma em cada oceano.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 13/01, observa-se o reflexo do cavado visto em altitude em boa parte do centro-sul do Brasil e o oceano adjacente, onde se nota um Vórtice Ciclônico no valor de 5800 mgp e favoreceu a instabilidade comentada acima. Um anticiclone pode ser visto em boa parte do leste do Brasil, o que inibe a formação de instabilidade significativa, principalmente em áreas do interior da BA, norte de MG e ES. Observa-se o escoamento baroclínico, favorecido pela atuação das correntes de jato em altitude, ao sul de 40°S no sul do continente, onde se nota a presença do cavado frontal. Nos oceanos Atlântico e Pacífico este escoamento mais baroclínico atua ao sul de 50°S, com forte gradiente de altura geopotencial e ventos intensos de oeste.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície da 00Z do dia 13/01, observa-se um sistema frontal sobre o leste da Argentina, seguindo pelo Oceano Atlântico até um centro de baixa pressão de 964 hPa em 63°S/58°W. Este sistema é favorecido pelo cavado frontal comentado nos níveis acima. Um cavado se estende desde o RS até o litoral do RJ. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) tem núcleo de 1020 hPa à leste de 35°W. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) atua com núcleo de 1028 hPa, com centro à oeste de 80°W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua em torno de 05°N/07°N no oceano Pacífico e em torno de 02°N/04°N no Oceano Atlântico.
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Previsão
Nos próximos dias, o padrão atmosférico em altitude, com a presença da Alta da Bolívia e do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) sobre o Nordeste manterá a difluência no escoamento, que gera divergência de massa em altitude, e induz a convergência em baixos níveis, que consequentemente favorece a convecção. Além disso, a componente termodinâmica também deverá intensificar os movimentos ascendentes em grande parte do interior e norte do país. Porém, nos próximos dias, a circulação associada ao VCAN começará a perder força e a instabilidade em parte do NEB diminuirá gradativamente até a próxima semana. Por outro lado, a AB ficará mais abrangente e aumentará a instabilidade em parte do Norte e interior do país. A presença de um anticiclone em 500 hPa, centrado sobre MG, contribuirá para dificultar o desenvolvimento de nebulosidade convectiva, principalmente sobre o setor norte do Sudeste e sul da BA. O cavado visto em altitude e em nível médio na análise manterá um canal de umidade em parte do centro-sul do Brasil, principalmente entre o MS, SC, PR, SP e RJ, com lento deslocamento para nordeste. O que levará instabilidade para parte de MG e do ES a partir da semana que vem. Ressalta-se que este padrão sinótico manterá, pelo menos neste sábado, as pancadas de chuva no leste de SC, região gravemente atingida, porém os volumes diminuirão e a previsão é de chuva em forma de pancadas acompanhada de raios. A atuação deste cavado deverá persistir pelo menos até o domingo. Diferente da previsão do dia anterior, já a partir deste sábado, outro cavado se aproximará do centro-sul do Brasil, alinhando a convergência de umidade para boa parte da Região Sul do Brasil, intensificando gradativamente durante estes dias, principalmente no domingo e na segunda-feira. Os modelos adiantaram o avanço deste cavado na previsão de hoje. A atuação deste cavado refletirá em uma área de circulação ciclônica em baixos níveis sobre toda a Região Sul, além de um centro de baixa pressão não-frontal, porém significativo, o que reforçará a convergência e consequentemente a instabilidade. Desta forma, haverá dois canais de umidade, um em direção ao Sudeste, porém com aberturas de sol e outro na Região Sul do Brasil. Nos dias subsequentes, o cavado em níveis médios se deslocará para nordeste e reforçará a instabilidade para parte do Sudeste do Brasil e MS, principalmente a partir de terça-feira. O centro de baixa pressão se deslocará lentamente para sudeste, alinhando a convergência no sentido nordeste, de acordo com este deslocamento. Assim, haverá instabilidade em todo o centro-sul do Brasil. Com este deslocamento da baixa pressão para sudeste, na quarta-feira tomará características frontais, porém com atuação apenas no oceano e de fraca intensidade. A partir de terça-feira a instabilidade começará a diminuir gradativamente no Sul do país. Simultaneamente, o cavado frontal visto na análise na Argentina, avançará até a fronteira entre o Uruguai e o RS a partir de segunda-feira, se mantendo até a quarta-feira estacionária. Este sistema alinhará a chuva entre o norte da Argentina, Uruguai e sul do RS a partir do sábado, com instabilidade pré-frontal e nos dias posteriores com a sua atuação de forma estacionária. Inclusive, com volumes de chuva significativos. Na quarta-feira este sistema se alinhará ao centro de baixa pressão comentado acima, que estará com características baroclínicas.

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