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Boletim Técnico
Análise Sinótica: 12/01/2018-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 12/01, observa-se a Alta da Bolívia (AB) e o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) sobre o Nordeste, com centro entre o PI e a BA. Este padrão de circulação é típico desta época do ano, e na interface destes sistemas, tem-se difluência no escoamento, que produz a divergência de massa e induz a convergência em baixos níveis, o que contribui para a formação de nebulosidade convectiva sobre parte das Regiões Norte e Centro-Oeste. O VCAN favorece a instabilidade em parte do norte do Nordeste brasileiro. Observa-se um cavado com eixo entre o MS, RS e Atlântico adjacente, que alinhou e reforçou a instabilidade em parte do centro-sul do país, favorecida também pela termodinâmica. O Jato Subtropical (JST) atua acoplado ao Jato Polar entre o Pacífico e o sul do continente ao sul de 40°S aproximadamente. No Atlântico o Jato Polar atua ao sul de 50°S.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 12/01, observa-se o reflexo do cavado visto em altitude em parte do centro-sul do Brasil, que favoreceu a instabilidade comentada, que veio acompanhada de abundantes descargas elétricas e vento forte. Um anticiclone pode ser visto entre o leste de GO, MG, ES e sul da BA, o que inibe a formação de instabilidade significativa. Observa-se o escoamento baroclínico, favorecido pela atuação das correntes de jato em altitude, ao sul de 40°S no Pacífico e no extremo sul do continente e ao sul de 50°S no Atlântico, com forte gradiente de altura geopotencial e ventos intensos de oeste.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície da 00Z do dia 12/01, observam-se sistemas frontais trasientes conectados desde o Oceano Pacífico até o Oceano Atlântico ao sul de 38°S, passando pelo extremo sul do continente. Estes sistemas são favorecidos pelo escoamento baroclínico, comentado em altitude, onde se tem a atuação da corrente de jato polar. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) tem núcleo de 1020 hPa centrada em torno de 38°S/42°W e como comentado anteriormente, a circulação associada a este sistema influencia boa parte do continente. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) atua com núcleo de 1024 hPa com centro à oeste de 90°W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua em torno de 05°N/08°N no Oceano Pacífico e em torno de 02°N/05°N no Oceano Atlântico.
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Previsão
O padrão atmosférico em altitude, com a presença da Alta da Bolívia e do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) sobre o Nordeste atuará nos próximos dias, o que contribuirá para gerar difluência no escoamento, que gera divergência de massa em altitude, e induz a convergência em baixos níveis, que consequentemente favorece a convecção. Além disso, a componente termodinâmica também deverá intensificar os movimentos ascendentes em grande parte do interior e norte do país. Porém, nos próximos dias, a circulação associada ao VCAN começará a perder força e a instabilidade em parte do NEB diminuirá gradativamente até a próxima semana. Por outro lado, a AB ficará mais abrangente e aumentará a instabilidade em parte do Norte e interior do país. A presença de um anticiclone em 500 hPa, centrado sobre MG, contribuirá para dificultar o desenvolvimento de nebulosidade convectiva, principalmente sobre o setor norte do Sudeste e sul da BA. O cavado visto em altitude e em nível médio na análise manterá um canal de umidade em parte do centro-sul do Brasil, principalmente entre o MS, SC, PR, SP e RJ, com lento deslocamento para nordeste. O que levará instabilidade para parte de MG e do ES a partir da semana que vem. Ressalta-se que este padrão sinótico manterá, pelo menos esta sexta-feira e no sábado, as pancadas de chuva no leste de SC, região gravemente atingida, porém os volumes diminuirão e a previsão é de chuva em forma de pancadas acompanhada de raios. A atuação deste cavado deverá persistir pelo menos até o domingo. Entre o domingo e a segunda-feira, outro cavado se aproximará do centro-sul do Brasil, alinhando a convergência de umidade para boa parte da Região Sul do Brasil, intensificando gradativamente durante estes dias. A atuação deste cavado refletirá em uma área de circulação ciclônica em baixos níveis sobre toda a Região Sul, o que reforça a convergência. Desta forma, haverá dois canais de umidade, um em direção ao Sudeste, porém com aberturas de sol e outro na região Sul do Brasil. Nos dias subsequentes, o cavado em níveis médios se deslocará para nordeste e reforçará a instabilidade para parte do Sudeste do Brasil e MS. A circulação ciclônica em baixos níveis abrangerá toda A Região Sul ainda. Assim, haverá instabilidade em todo o centro-sul do Brasil. Simultaneamente, um cavado frontal avançará desde o sul da Argentina nesta sexta-feira até a fronteira entre o Uruguai e o RS a partir de terça-feira, se mantendo na quarta-feira estacionária. Este sistema alinhará a chuva entre o norte da Argentina, Uruguai e sul do RS a partir do sábado, com instabilidade pré-frontal e nos dias posteriores com a sua atuação de forma estacionária.

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