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Boletim Técnico
Análise Sinótica: 11/01/2018-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 11/01, observa-se que o escoamento no país é praticamente dominado pela presença de um anticiclone com centro sobre a Bolívia (Alta da Bolívia). Um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) atua sobre o Nordeste, com centro entre o MA e PI. Este padrão de circulação é típico desta época do ano, e na interface destes sistemas, tem-se difluência no escoamento, que produz a divergência de massa contribuindo para a formação de nebulosidade convectiva sobre parte das Regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Um cavado avança a leste de 85°W, sobre o oceano Pacífico, contornado pelo Jato Subtropical (JST). O Jato Polar norte (JPN) acoplado ao Jato Polar Sul (JPS) atua sobre o extremo sul do continente.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 11/01, observa-se à predominância do escoamento ciclônico entre o norte da Região Nordeste , PA e AP que favorece a nebulosidade convectiva em áreas das bordas deste sistema sobre o continente. Um escoamento anticiclônico é notado sobre o sudeste do Brasil, com centro em torno de 21°S/45°W, com crista estendendo-se entre MG, GO, oeste do MT e parte do AM. Um cavado, reflexo do escoamento em 250 hPa, contribui para instabilizar o tempo em parte do MS, PR e SC. Também se observa o escoamento baroclínico, favorecido pela atuação das correntes de jato em altitude, no extremo sul do continente, com forte gradiente de altura geopotencial e ventos intensos de oeste.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície da 00Z do dia 11/01, nota-se que a Zona de Convergência de Umidade (ZCOU) atua entre o sul do AM, sudoeste de RO e do MS, PR, SC e Atlântico adjacente. Sistemas frontais transientes são observados no Oceano Pacífico e Atlântico Sul abaixo de 40°S. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) tem núcleo de 1024 hPa centrado em torno de 32°S/38°W. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) atua com núcleo de 1020 hPa com centro em torno de 35°S/82°W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua em torno de 05°N/08°N no Oceano Pacífico e em torno de 02°N/05°N no Oceano Atlântico.
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Previsão
Nesta quinta-feira (11/01) o canal de umidade segue alinhado desde SC, PR até parte do Centro-Oeste e Região Norte, com suporte dinâmico de um cavado nos níveis mais altos da atmosfera, com eixo sobre a Região sul do país. A tendência é que à medida que este cavado em altitude e médios níveis avance em direção ao oceano, o padrão do escoamento comece a ser reorganizado, o que irá contribuir para enfraquecer o canal de umidade ao longo do dia. No entanto, a maior instabilidade sobre o País seguirá concentrada principalmente entre SC, PR, MS, sul e oeste de MT, RO sul do AM e AC. No leste de SC, onde houve acumulados significativos de chuva nos últimos dias, decorrente da ação de precipitações torrenciais de caráter contínuo, a tendência é que a instabilidade volte a apresentar características mais típicas de verão, condicionadas pelo ciclo diurno da temperatura. O padrão atmosférico em altitude, com a presença da Alta da Bolívia e do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), contribui para gerar difluência no escoamento, que gera divergência de massa em altitude, e induz a convergência em baixos níveis, que consequentemente favorece a convecção. Além disso, a componente termodinâmica também deverá intensificar os movimentos ascendentes em grande parte do País, principalmente sobre a faixa central, em MT, GO, TO e PA. A Costa Leste do Nordeste, além de encontrar-se sob a influência da borda leste do VCAN, experimenta o transporte de umidade oriunda do oceano em direção ao continente através dos ventos alísios, perpendiculares a costa, associados à circulação do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) em superfície. A presença de um anticiclone em 500 hPa, centrado sobre MG, contribuirá para dificultar o desenvolvimento de nebulosidade convectiva sobre o sul e Zona da Mata Mineira , RJ, Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba e Região serrana do ES, devido a compressão adiabática que gera subsidência. Porém, não se descarta a ocorrência de pancadas de chuva de forma isolada nessas áreas, devido à atuação da termodinâmica, que combinada com o fator orográfico, poderá ?romper? este bloqueio e gerar instabilidade. Para amanhã (sexta-feira, 12/01) o cavado em 250/500 hPa se deslocará ainda mais para o Atlântico e alinhe a instabilidade mais significativa sobre SP, norte do PR, MS, sul de GO, MT, RO e AC. O padrão em altitude com a AB e VCAN seguirá contribuindo para instabilizar o tempo em grande parte do país, combinado com a termodinâmica. Os modelos de previsão indicam a formação de um sistema de baixa pressão barotrópico ao longo da coluna troposférica sobre o Atlântico, próximo a Região Sul do País. Este sistema deverá contribuir para instabilizar o Tempo, principalmente, a partir da tarde em pontos do PR, SC, norte e nordeste do RS. Um cavado nos níveis mais altos da atmosfera começará a cruzar os Andes e dará origem a uma onda frontal que deverá atingir o sul da Província de Buenos Aires entre a tarde e noite. No sábado (13/01) a tendência é que o sistema de baixa pressão siga atuando sobre o Atlântico, próximo ao Sul do País, o que deverá manter a instabilidade no centro-sul do Brasil. A Região do Vale do Paraíba do Estado de SP e o Estado do RJ se encontrarão sob uma região de interface de crista/cavado em 500 hPa. Nestas áreas a instabilidade deverá ocorrer de forma mais isolada .O novo sistema frontal, mencionado anteriormente, avançará sobre a Província de Buenos Aires, na Argentina, em direção ao Uruguai e deverá atingir a Região da Campanha Gaúcha entre a tarde/noite deste dia. Nas demais áreas do país o padrão atmosférico não sofrerá mudanças significativas. Desta maneira, ainda espera-se a ocorrência de pancadas de chuva em grande parte do Brasil associadas à divergência em altitude e termodinâmica. Os modelos de previsão de tempo apresentam-se coerentes para as próximas 72h.

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