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Boletim Técnico
Análise Sinótica: 12/10/2017-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 12/10, observa-se ampla circulação anticiclônica no centro-norte do continente. A difluência ao longo das bordas deste sistema, gera divergência de massa em altitude, que consequentemente gera convergência de massa em superfície e contribui para a formação convectiva entre parte do Norte e do Centro-Oeste do país. Nota-se um voŕtice ciclônico próximo ao litoral da BA e Atlântico adjacente que de certa forma favorece o alinhamento de nebulosidade em parte da faixa leste do Nordeste. Observa-se um amplo cavado entre o Oceano Pacífico e o Atlântico. O posicionamento do JST, relativamente perpendicular ao Jato de Baixos Níveis (JBN), contribui para intensificação da instabilidade sobre a Região Sul do Brasil. O ramo norte do Jato polar é observado ao sul de 55°S.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 12/10, observa-se circulação anticiclônica sobre grande parte do continente a norte de 25°S. Esse sistema gera subsidência forçada do ar, causando aquecimento por compressão adiabática e entranhamento de ar mais seco das camadas mais altas das troposfera para níveis inferiores, dificultando a formação de nebulosidade nestas áreas e o que mantém as temperaturas elevadas e a umidade relativa do ar baixa principalmente no período da tarde. No entanto, o forte aquecimento diurno combinado com umidade disponível e fatores locais, como orografia, contribuem para o desenvolvimento de convecção isolada em algumas localidades, conforme observado na imagem de satélite. Ao sul de 25°S nota-se uma forte baroclinia, com perturbações de onda curta embebidas no escoamento de oeste. Este padrão mantém as condições de grande instabilidade, principalmente sobre a Região Sul do Brasil, onde foram observadas convecções em algumas localidades, com descargas elétricas e chuva significativa registrada em algumas localidades.
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Superfície
 Na análise da carta sinótica de superfície das 00Z do dia 12/10, observa-se um sistema frontal com ramo estacionário entre a Argentina, RS e oceano adjacente, prolongando-se como frente fria sobre o Oceano Atlântico a leste de 40°W, até uma baixa pressão relativa no valor de 1012 hPa, em torno de 40°S/24°W. Este sistema contribui para a forte instabilidade observada entre RS e SC. Nota-se um cavado na região da Patagônia argentina. Sistemas frontais transientes são notados ao sul de 50°S nos Oceanos Pacífico e Atlântico. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) apresenta núcleo de 1028 hPa à leste de 20°W. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) apresenta valor de 1040 hPa, em torno de 38°S/95°W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua em torno de 08°N/10°N no Oceano Pacífico e em torno de 07°N/10°N no Oceano Atlântico.
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Previsão
Nesta quinta-feira (11/10), continuará a atuação do padrão visto na análise, com os Jato Subtropical e o ramo norte do Jato Polar acoplados em altitude, padrão baroclínico em 500 hPa, escoamento em 850 hPa direcionado de norte, com contribuição da frente estacionária em superfície, o que manterá as condições de instabilidade sobre parte do centro-sul do Brasil, principalmente sobre o RS. Esta instabilidade deverá se alinhar por parte do interior do continente, onde a termodinâmica começou a se reforçar, e pela Região Norte do Brasil, principalmente pela atuação do JBN. Estão previstos grandes volumes de chuva nestes dias, principalmente entre o leste e sul de SC, norte, centro e oeste do RS. De acordo com o escoamento em baixos níveis, associado também a presença do sistema frontal, haverá o alinhamento da instabilidade de forma mais significativa entre o oeste da Região Centro-Oeste do Brasil e parte da Região Norte. Simultaneamente, o anticiclone em 500 hPa em parte do Sudeste e interior do Nordeste se reforçará, o que deixará também a umidade mais baixa e as temperaturas bastante elevadas. Por outro lado, a termodinâmica se intensifica esta época do ano em parte do Sudeste e haverá indicativos de aumento desta, que poderá desencadear a formação de convecção de forma muito isolada, mas que poderá ser forte também, principalmente em áreas de serra e em parte do leste paulista, além do norte e leste do PR. Na sexta-feira (13/10), que anteriormente iniciavam as principais diferenças entre os modelos numéricos de previsão, na rodada de hoje (12/10) estas diferenças diminuíram. Agora, ambos os modelos, GFS e BAM, indicam o avanço do cavado, que se encontra no Pacífico na análise, que favorecerá uma ciclogênese, a partir da frente estacionária em parte do Sul do país. Nos dias subsequentes, o sistema frontal avançará pelo interior do continente e depois pelo Sudeste, levando instabilidade de forma mais significativa à parte do Sudeste e interior do país rapidamente. Inclusive, com o avanço do anticiclone pós-frontal para áreas do interior da Bolívia, MS, oeste e sul de MT e extremo sul de RO e do AC, além do Sudeste. Entre sexta-feira e sábado com o avanço do sistema frontal até o norte da Bolívia, extremo sul da Região Norte e no oeste de MT, haverá o alinhamento da instabilidade para o oeste da Região Norte, o que favorece a previsão do aumento dos acumulados de chuva neste setor. Além disso, também haverá queda da temperatura no sábado para áreas de MS, MT, Bolívia, RO e AC e entre sábado e domingo sobre o leste de SP, RJ e até o ES na segunda-feira. Na terça-feira o sistema estará mais no oceano, mas ainda alinhará a convergência de umidade em direção ao sul da BA e norte do ES. Em relação à previsão dos dias anteriores, o sistema frontal tem deslocado de forma mais rápida nos próximos dias e a queda de temperatura tem ficado mais acentuada, em torno de 18 graus na Bolívia, 13 graus em parte do Norte e mais de 10 graus em parte do leste do Sudeste.

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