Buscar:
Boletim Técnico
Análise Sinótica: 11/10/2017-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 11/10, observa-se ampla circulação anticiclônica em grande parte do centro-norte do continente. A difluência ao longo das bordas deste sistema, gera divergência de massa em altitude, que consequentemente gera convergência de massa em superfície e contribui para a formação convectiva entre parte do Norte e do Cetro-Oeste do país. Nota-se um cavado entre a BA e Atlântico adjacente que de certa forma favorece o alinhamento de nebulosidade em parte da faixa leste do Nordeste. Observa-se um amplo cavado entre o oceano Pacífico e o Atlântico, contornado pelo Jato Subtropical (JST) e pelo ramo norte do Jato Polar (JPN). O posicionamento do JST, relativamente perpendicular ao Jato de Baixos Níveis (JBN), contribui para intensificação da instabilidade sobre a Região Sul do Brasil. O ramo norte do Jato polar é observado ao sul de 55°S.
» Visualizar imagem de 250 hPA
Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 11/10, observa-se circulação anticiclônica sobre grande parte do do continente a norte de 25°S. Esse sistema gera subsidência forçada do ar, causando aquecimento por compressão adiabática e entranhamento de ar mais seco das camadas mais altas das troposfera para níveis inferiores, dificultando a formação de nebulosidade nestas áreas e o que mantém as temperaturas elevadas e a umidade relativa do ar baixa , principalmente no período da tarde. No entando, o forte aquecimento diurno combinado com umidade disponível e fatores locais, como orografia, contribuem para o desenvolvimento de convecção isolada em algumas localidades, conforme observado na imagem de satélite. Ao sul de 25°S nota-se uma forte baroclinia, com perturbações de onda curta embebidas no escoamento de oeste. Este padrão mantém as condições de grande instabilidade, principalmente sobre a Região Sul do Brasil, onde foram observada forte convecção em algumas localidades, com grande densidade de descargas elétricas e chuva significativa registrada em algumas localidades.
» Visualizar imagem de 500 hPA
Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície das 00Z do dia 11/10, observa-se um sistema frontal com ramo estacionário entre a Argentina e RS, prolongando-se como frente fria sobre o Oceano Atlântico até uma baixa pressão no valor de 968hPa, localizada em torno de 51°S/38°W. Tal sistema frontal recebe o reforço dos padrões de circulação dos níveis acima mencionados, aumentando a instabilidade em superfície. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) apresenta núcleo de 1032 hPa à leste de 15°W. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) apresenta valor de 1036 hPa, em torno de 39°S/93°W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua em torno de 08°N/10°N no Oceano Pacífico e em torno de 07°N/10°N no Oceano Atlântico. 
» Visualizar imagem de Superfície
Previsão
Entre esta quarta e quinta-feira (10 e 11/10), continuará a atuação do padrão visto na análise, com os Jato Subtropical e o ramo norte do Jato Polar acoplados em altitude, padrão baroclínico em 500 hPa, escoamento em 850 hPa direcionado de norte, com contribuição da frente estacionária em superfície, manterá as condições de instabilidade sobre parte do centro-sul do Brasil, principalmente sobre o RS. Esta instabilidade deverá se alinhar por parte do interior do continente, onde a termodinâmica começou a se reforçar, e pela Região Norte do Brasil, principalmente pela atuação do JBN. Estão previstos grandes volumes de chuva nestes dias, principalmente entre o leste e sul de SC, norte, centro e oeste do RS. De acordo com o escoamento em baixos níveis, associado também a presença do sistema frontal, haverá o alinhamento da instabilidade de forma mais significativa entre o oeste da Região Centro-Oeste do Brasil e parte da Região Norte. Simultaneamente, durante a semana e até o sábado pelo menos, o anticiclone em 500 hPa em parte do Sudeste e interior do Nordeste se reforçará, o que deixará também a umidade mais baixa e as temperaturas bastante elevadas. Por outro lado, a termodinâmica se intensifica esta época do ano em parte do Sudeste e haverá indicativos de aumento desta, que poderá desencadear a formação de convecção de forma muito isolada, mas que poderá ser forte também, principalmente em áreas de serra e em parte do leste paulista, além do norte e leste do PR. Na sexta-feira (13/10) se iniciarão as maiores diferenças entre os modelos numéricos de previsão de tempo. O modelo GFS indica o avanço do cavado, que se encontra no Pacífico na análise, que deverá gerar uma ciclogênese, a partir da frente estacionária em parte do Sul do país. Já o modelo BAM indica a circulação ciclônica restrita ao Pacífico, porém amplifica o cavado associado ao sistema frontal estacionário, o que gera seu avanço pelo oceano e de forma estacionária e fraca em direção ao Sudeste. Nos dias subsequentes, o modelo GFS avançará com o sistema frontal, levando instabilidade de forma mais significativa à parte do Sudeste e interior do país rapidamente, inclusive com o avanço do anticiclone pós-frontal para áreas do interior e do Sudeste. Entre sexta-feira e sábado com o avanço do sistema frontal até o norte da Bolívia, extremo sul da Região norte e no oeste de MT, haverá o alinhamento da instabilidade para o oeste da Região Norte, o que favorece a previsão do aumento dos acumulados de chuva neste setor. Desta forma, além da instabilidade, também há indicativos de queda da temperatura no sábado para áreas de MS, MT, Bolívia, RO e AC e no domingo sobre o leste de SP, RJ e até o ES na segunda-feira. Na terça-feira o sistema estará mais no oceano, mas ainda alinhará a convergência de umidade em direção ao sul da BA e norte do ES. O modelo BAM indica um padrão diferente, com o sistema frontal principalmente no oceano, mas alinhará a convergência de umidade em direção ao Sudeste, porém de forma mais fraca. Os acumulados de chuva nestes dias estão bem diferentes entre estes modelos numéricos comentados. Com estes padrões bastante diferentes entre os modelos globais, fica baixa a previsibilidade para o fim de semana. Vale ressaltar que, o modelo ETA e o modelo do ECMWF indicam similaridades com o modelo GFS.

24 horas

48 horas

72 horas

96 horas

120 horas
Fale Conosco