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Boletim Técnico
Análise Sinótica: 10/10/2017-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 10/10, observa-se um cavado entre a BA e Atlântico adjacente. Nota-se outro cavado entre o sul da Bolívia, Paraguai, nordeste da Argentina e sul de MS.Observam-se circulações anticiclônicas entre áreas da Região Norte, que de certa forma contribuem para a divergência de massa neste nível e, consequentemente, para formação de convecção isolada. Observa-se o Jato Subtropical (JST) desde o Pacífico até o Uruguai. O Jato Polar norte a aparece logo abaixo do subtropical, sobre a Argentina, em torno de 32°S. Por outro lado, o jato polar sul, está restrito a latitudes altas, abaixo de 50°S.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 10/10, observa-se uma circulação anticiclônica sobre a Bolívia, estendendo uma crista em direção ao centro-oeste do Brasil. Esta circulação anticiclônica no entanto, pode, de forma pontual, ser vencida pela termodinâmica, desenvolvendo núcleos pontuais de convecção. No interior da BA, nota-se uma circulação ciclônica.No norte do continente o escoamento é zonal, de leste e confluente, o que de certa forma contribui para o alinhamento da umidade neste setor. Este padrão junto ao escoamento em altitude gera instabilidade convectiva em alguns setores. Observam-se perturbações de onda curta em parte do centro-sul do país, o que junto ao escoamento comentado em altitude, colabora dinamicamente para formar as áreas de instabilidade vistas na imagem de satélite. Entre 30°S e 40°S o cavado começa a adquirir características mais baroclínicas. Observa-se o reflexo do cavado frontal sobre o Atlântico, à leste de 30°W. Este cavado tem baroclinia associada, vista através de ventos e gradiente de geopotencial. No Pacífico também nota-se um cavado frontal, com baroclinia, principalmente ao sul de 40°S.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície das 00Z do dia 10/10, observa-se uma frente fria que atua entre a Província de Santiago Del Estero na Argentina, extremo sul do RS até a uma baixa pressão no valor de 996 hPa, localizada em 43°S/50°W. Este sistema associado ao padrão de escoamento em altitude, contribui para a forte instabilidade notada em parte da Região Sul. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) apresenta núcleo de 1032 hPa em torno de 39°S/25°W. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) apresenta valor de 1036 hPa em torno de 38°S/95°W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua em torno de 08°N/11°N no Oceano Pacífico e em torno de 06°N/10°N no Oceano Atlântico.
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Previsão
Nesta terça-feira (10/10), continuará a atuação do cavado na troposfera média, sobre a Argentina, que combinado com a intensificação do JBN e o escoamento visto na análise em altitude manterá as condições de instabilidade sobre parte do centro-sul do Brasil. Esta instabilidade deverá se alinhar por parte do interior do continente, onde a termodinâmica começou a se reforçar, e pela Região Norte do Brasil, principalmente pela atuação do JBN. O cavado visto entre o leste da Argentina e o Atlântico adjacente continuará a se reforçar e já adquiriu características baroclínicas, com o suporte do Jato Polar, que como visto na análise, deu origem a uma onda frontal. A tendência é que este sistema frontal se desloque por parte do Sul do Brasil, com avanço até parte de SC entre terça e quarta-feira. Entre hoje e sexta-feira este sistema ficará estacionário e manterá a instabilidade em parte da Região Sul do Brasil durante esta semana. Estão previstos grandes volumes de chuva nestes dias, principalmente entre o leste e sul de SC, norte, centro e oeste do RS. De acordo com o escoamento em baixos níveis, associado também a presença do sistema frontal, haverá o alinhamento da instabilidade de forma mais significativa entre o oeste da Região Centro-Oeste do Brasil e parte da Região Norte. Simultaneamente, durante a semana, o anticiclone em 500 hPa em parte do Sudeste e interior do Nordeste se reforçará e inibirá a formação de instabilidade significativa neste setor, o que deixará também a umidade mais baixa e as temperaturas bastante elevadas. Por outro lado, a termodinâmica se intensifica esta época do ano em parte do Sudeste e haverá indicativos de aumento desta, que poderá desencadear a formação de convecção de forma muito isolada, mas que poderá ser forte também, principalmente em áreas de serra e em parte do leste paulista. Na sexta-feira (13/10) se iniciarão as maiores diferenças entre os modelos numéricos de previsão de tempo. O modelo GFS indica o avanço de outro cavado, vindo do Pacífico, que deverá gerar uma ciclogênese, a partir da frente estacionária em parte do Sul do país. Já o modelo BAM indica a circulação ciclônica restrita ao Pacífico, porém amplifica o cavado associado ao sistema frontal, o que gera seu avanço de forma estacionária e fraca em direção ao Sudeste. Nos dias subsequentes, o modelo GFS avançará com o sistema frontal, levando instabilidade de forma mais significativa à parte do Sudeste e interior do país rapidamente, inclusive com o avanço do anticiclone pós-frontal para áreas do interior e do Sudeste. Desta forma, além da instabilidade, também há indicativos de queda da temperatura no sábado para áreas de MT, Bolívia, RO e AC e no domingo sobre o leste de SP, RJ e até o ES. O modelo BAM indica um padrão diferente, com o sistema principal no oceano, mas alinhará a convergência de umidade em direção ao Sudeste, porém de forma mais fraca e uma leve queda das temperaturas apenas no leste do Sudeste. Os acumulados de chuva nestes dias estão bem diferentes entre estes modelos numéricos comentados. Este padrão deixa a previsibilidade baixa para o fim de semana.

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