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Boletim Técnico
Análise Sinótica: 09/10/2017-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 09/10, observa-se um cavado entre o sul do TO, sul da BA e Atlântico adjacente. Nota-se outro cavado entre o sul da Bolívia, onde está mais amplificado, Paraguai, nordeste da Argentina e Uruguai. Observa-se o Jato Subtropical (JST) desde o Pacífico, passando pelo sul do continente até o Atlântico, em torno de 30/35°S aproximadamente. O Jato Polar atua ao sul de 40°S. Observam-se circulações anticiclônicas entre áreas da Região Norte, que de certa forma contribuem para a divergência de massa neste nível e consequentemente para formar as áreas de convecção.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 09/10, observa-se uma circulação anticiclônica sobre o Oceano Pacífico em torno do paralelo de 19°S, estendendo uma crista em direção ao interior do continente. Esta circulação anticiclônica encontra-se perturbada e para este período, que a termodinâmica começa a se intensificar, a ?barreira? promovida por este sistema começa a ser rompida em alguns setores. Por outro lado, em áreas do interior Nordestino, GO e parte do TO, o tempo ainda fica mais estável e seco. No norte do continente o escoamento é zonal, de leste e confluente, o que de certa forma contribui para o alinhamento da umidade neste setor. Este padrão junto ao escoamento em altitude gera instabilidade convectiva em alguns setores. Observam-se perturbações de onda curta em parte do centro-sul do país, o que junto ao escoamento comentado em altitude, colabora dinamicamente para formar as áreas de instabilidade vistas na imagem de satélite. Entre 30°S e 40°S o cavado começa a adquirir características mais baroclínicas. Observa-se o reflexo do cavado frontal sobre o Atlântico, à leste de 30°W. Este cavado tem baroclinia associada, vista através de ventos e gradiente de geopotencial, o que dá suporte ao sistema frontal visto em superfície. No Pacífico também nota-se um cavado frontal, com baroclinia, principalmente ao sul de 40°S.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície da 00Z do dia 09/10, observa-se um cavado entre o norte do RS e o Paraguai, onde atua uma baixa pressão no valor de 1004 hPa. Este cavado também favorece o alinhamento da instabilidade vista na imagem de satélite. Outros cavados são observados ao sul de 35°S, tanto no Atlântico, quanto no Pacífico, favorecidos pelo padrão visto em altitude. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) apresenta núcleo de 1032 hPa em torno de 40°S/33°W. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) apresenta valor de 1032 hPa em torno de 38°S/98°W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua em torno de 08°N/10°N no Oceano Pacífico e em torno de 05°N/09°N no Oceano Atlântico.
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Previsão
Até esta segunda-feira (09/10), continuará a atuação do cavado na troposfera média, sobre a Argentina, que combinado com a intensificação do JBN e o escoamento visto na análise em altitude manterá as condições de instabilidade sobre parte do centro-sul do Brasil. Esta instabilidade deverá se alinhar por parte do interior do continente, onde a termodinâmica começou a se reforçar, e pela Região Norte do Brasil, principalmente pela atuação do JBN. O cavado visto sobre o leste da Argentina, continuará a se reforçar e adquirir características baroclínicas, com o suporte do Jato Polar também. Este sistema se deslocará de oeste e favorecerá a formação de uma onda frontal. Esta onda frontal atuará em parte do Sul do Brasil, com avanço até parte de SC na quarta-feira. Entre quarta, quinta e sexta-feira este sistema ficará estacionário e manterá a instabilidade em boa parte da Região Sul do Brasil durante esta semana. De acordo com o escoamento em baixos níveis, associado também a presença do sistema frontal, haverá o alinhamento da instabilidade de forma mais significativa entre o oeste da Região Centro-Oeste do Brasil e parte da Região Norte. Simultaneamente, durante a semana, o anticiclone em 500 hPa em parte do Sudeste e interior do Nordeste se reforçará e inibirá a formação de instabilidade significativa neste setor, o que deixará também a umidade mais baixa e as temperaturas em elevação. Na sexta-feira (13/10) um pulso ciclônico deverá penetrar em parte do sul e leste de SP, modificando as condições de tempo nestes setores, onde a instabilidade deverá aumentar. As maiores diferenças entre os modelos de previsão numérica de tempo são para a partir de sexta-feira até o final de semana, quando a maioria dos modelos indicam o avanço do sistema frontal para latitudes menores, pelo menos até SP e RJ. Já o modelo GFS não indica este padrão. Este padrão gera diferenças significativas na chuva acumulada entre as Regiões Sudeste e Sul do Brasil, assim como nas temperaturas.

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