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Boletim Técnico
Análise Sinótica: 18/05/2017-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 18/05, nota-se o predomínio de uma circulação anticiclônica sobre o centro-norte do continente. Nas bordas oeste e sul desta circulação, nota-se difluência no escoamento que, aliada à termodinâmica, favorece a presença da nebulosidade convectiva observada na imagem de satélite. Observa-se um cavado sobre o Atlântico, com eixo em torno de 30°W, contornado pelo Jato Subtropical (JST) e ramo norte do Jato Polar (JPN). Este sistema favorece a convergência de umidade em direção ao leste da BA, onde se registraram volumes de chuva significativos que causaram transtornos à população. Mais ao sul deste sistema observa-se um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis, centrado sobre 40°S/29°W. Na retaguarda do VCAN nota-se uma crista, que por sua vez advecta vorticidade anticiclônica corrente abaixo e intensifica o anticiclone em superfície sobre o Atlântico. Os escoamentos do JST e do JPN atuam de forma praticamente acoplada desde o continente até o Atlântico, onde contornam o cavado comentado. A presença do JST e JPN entre MS, SP, PR e SC auxilia na produção de áreas de instabilidade vistas na imagem de satélite. Entre o Pacífico e sul do continente observa-se um cavado amplificado, contornado pelo JPN, que favorece o alinhamento da nebulosidade em áreas do sul da Argentina. Este cavado deverá deslocar para leste e junto com o escoamento em baixos níveis deverá favorecer áreas de instabilidade em parte da Região Sul do Brasil e sul de MS, com condição para chuva forte (vide previsão). Ao sul de 50°S, nota-se a atuação do ramo sul do Jato Polar, entre o Pacífico, sul do continente e Atlântico, onde contorna um cavado e favorece a presença de um sistema frontal em superfície.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 18/05, observa-se que sobre o centro-norte do Brasil predomina o escoamento anticiclônico centrado em MT. Neste nível, este padrão de escoamento induz movimentos descendentes que dificultam a formação de nebulosidade significativa e, por compressão adiabática, auxiliam no aquecimento diurno. Por outro lado, o escoamento difluente em altitude e confluente em baixos níveis favorece a formação de células convectivas em diversos pontos (vide imagem de satélite). Observa-se o reflexo do cavado sobre o Atlântico, que alinha a convergência de umidade em direção ao leste da BA. Observa-se também o reflexo do VCAN comentado acima, com o Vórtice Ciclônico em torno de 38°S/28°W, praticamente barotrópico em relação ao sistema em altitude. Observa-se o reflexo do amplo cavado entre o Pacífico e sul do continente, que deverá instabilizar áreas do centro-sul do Brasil nas próximas horas. Mais ao sul, nota-se o reflexo do cavado em altitude, ambos com baroclinia, porém no sul do continente mais significativa.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície da 00 UTC do dia 18/05, observa-se uma alta pressão com características subtropicais mais ao sul de sua posição climatológica, com características de bloqueio e núcleo no valor de 1032 hPa, posicionada em torno de 48°S/41°W. Este sistema, como comentado acima, influencia o tempo sobre parte do centro-sul do Brasil. Este sistema é o que vem mantendo as temperaturas mais amenas neste setor. Observa-se um sistema frontal sobre o Estreito de Drake, associado a um centro de baixa pressão no valor de 992 hPa, posicionado ao sul de 60°S e a leste de 60°W, favorecido pelo cavado visto nos níveis acima, contornado pelo JPS em altitude. Observa-se a Baixa do Noroeste Argentino (BNOA) com núcleo de 1008 hPa. Este sistema reforça o escoamento de norte comentado no nível de 850 hPa, associado ao JBN, por promover a convergência de massa em direção ao seu centro. Observa-se um cavado entre o Paraguai e o RS, que de certa forma favorece a convergência e por sua algumas áreas de instabilidade, que deverão se intensificar de acordo com o avanço do cavado visto nos níveis acima. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) tem valor de 1028 hPa, centrada a oeste de 90°W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua em torno de 06°N e 07°N no Oceano Pacífico e entre de 02°N e 04°N sobre o Oceano Atlântico, onde alinha a nebulosidade em parte do norte da Região Norte.
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Previsão
Nesta quinta-feira (18/05), um vórtice ciclônico na troposfera média deverá cruzar a Cordilheira dos Andes até o final do dia, este sistema combinado com a atuação do JBN, que estará com direcionamento para parte destas localidades, transportando calor e umidade, e com as correntes de jato em altitude, deverá trazer bastante instabilidade o setor centro-oeste da Região Sul, oeste do Uruguai, norte/nordeste da Argentina, Paraguai e MS. Nestas regiões haverá condições para pancadas de chuva que em pontos isolados poderão ser fortes, acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento, queda de granizo e pontuais acumulados expressivos de precipitação. Sobre o oeste e parte do centro e norte de SP, centro-sul do MS e no Triângulo Mineiro, perturbações em níveis médios associado ao padrão de escoamento de escoamento em baixos níveis (JBN), deixarão o tempo instável com condições para pancadas de chuva, principalmente a partir da tarde. Entre o recôncavo baiano e SE ainda persiste um canal de umidade que manterá o tempo instável com períodos de chuva e pontualmente devem ocorrer acumulados expressivos. Na faixa norte do país entre o norte de MT, a Região Norte, MA E PI, a termodinâmica e o padrão de escoamento em altitude favorecerá a ocorrência de pancadas de chuva de forma isolada, principalmente a partir da tarde. Na sexta-feira (19/05), a advecção de vorticidade ciclônica, devido ao deslocamento para leste do vórtice em altitude, deverá dar origem a uma onda frontal, na região da Bacia do Prata. A rente fria associada a este sistema manterá o tempo instável com previsão de pancadas de chuva em praticamente todo RS, já nas demais áreas da Região Sul, MS, SP e sul de MG, principalmente, a forte instabilidade será favorecida ainda pelas perturbações na troposfera média, pela divergência em altitude e pelo escoamento de norte em baixos níveis (JBN). Em todas estas áreas, as pancadas de chuva deverão ser intensas, com rajadas de vento, descargas elétricas, ocasional queda de granizo, e acumulados significativos de forma pontual. No litoral norte da BA, litoral de SE e sul de AL, haverá condições de chuva devido à convergência de umidade favorecida por cavado sobre o Atlântico. No sábado (20/05), a frente fria ainda deverá influenciar e gerar instabilidade entre o nordeste do RS, SC e PR . No centro-norte e oeste de SP, centro-oeste e noroeste de MG, MS, centro-sul de GO, sul, centro, sudoeste e oeste do MT, a permanência do padrão de escoamento ao longo da coluna atmosférica mantém as condições para ocorrência de pancadas de chuva, que localmente podem ser de forte intensidade, semelhantes aos dias anteriores. Permanece também a condição de chuvas isoladas no litoral norte da BA, SE e litoral de AL, de PE e de PB. No domingo (21/05), o sistema frontal em superfície deverá se desintensificar e não deverá avançar sobre o país, no entanto o deslocamento do Vórtice na troposfera média deverá reforçar a instabilidade principalmente entre o leste do PR, e o centro-leste do estado de SP. Nas demais áreas de SP, centro-norte de MS, MT, GO, sul e oeste de MG, permanecerá um canal de umidade, e principalmente com o aquecimento diurno deverão ocorrer panadas de chuva de forma isolada nestas localidades, principalmente a partir da tarde. O tempo seguirá instável também na faixa leste do Nordeste, principalmente entre o nordeste da BA, SE e AL. Ressalta-se que a termodinâmica e a difluência do escoamento em altos níveis, proporciona pancadas de chuva na Região Norte, principalmente no setor mais à oeste, assim como em pontos do MT entre a sexta-feira (19/05) e o domingo (21/05).

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