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Boletim Técnico
Análise Sinótica: 16/05/2017-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 16/05, nota-se o predomínio de uma circulação anticiclônica sobre o centro-norte do continente. Nas bordas oeste e norte desta circulação, nota-se difluência no escoamento que, aliada à termodinâmica, favorece a presença da nebulosidade convectiva observada na imagem de satélite. Entre o sudeste da Região Sul do Brasil e o Atlântico adjacente nota-se um cavado pouco amplificado. Ao norte deste cavado, pode ser observado o escoamento quase zonal do Jato Subtropical (JST) e pouco ondulatório do ramo norte do Jato Polar, inclusive contornando este cavado comentado. Este escoamento dos jatos pode ser observado desde o Pacífico, passando pelo continente até o Atlântico. À leste de 30°W pode-se observar o cavado associado ao último sistema frontal que atuou sobre o continente nos dias anteriores. Ao sul de 40°S, nota-se a atuação do ramo sul do Jato Polar, entre o Pacífico e o sul do continente, onde favorece a presença de sistemas frontais em superfície.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 16/05, observa-se que sobre o centro-norte do Brasil predomina o escoamento anticiclônico centrado sobre o sul do TO. Neste nível, este padrão de escoamento induz movimentos descendentes que dificultam a formação de nebulosidade significativa e, por compressão adiabática, auxiliam no aquecimento diurno. Entre MS, GO e MG nota-se curvatura ciclônica no escoamento, que favoreceu a formação de áreas de instabilidade em parte destes estados, inclusive com chuva forte e descargas elétricas. Entre o sudeste da Região Sul do Brasil e o Atlântico adjacente, nota-se o reflexo do cavado em altitude com pouca amplitude. À leste de 30°W observa-se o reflexo do cavado frontal comentado em altitude. Observam-se dois cavados, um no Pacífico e outro entre o extremo sul do continente e o Estreito de Drake. Estes cavados apresentam baroclinia significativa, associada à atuação da corrente de Jato Polar Sul e mantém os sistemas frontais em superfície.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície das 00Z do dia 16/05, observa-se uma onda frontal sobre o oceano Atlântico, próxima ao continente, associada a um centro de baixa pressão em estágio de oclusão no valor de 1000 hPa, localizado em torno de 30°S/30°W. Este sistema está associado ao cavado comentado nos níveis acima, à leste de 30°W entre 250 e 500 hPa e mais próximo do continente nos baixos níveis. Sobre a Argentina e parte da Região Sul do Brasil observa-se uma crista, associada a este sistema frontal. Observa-se uma alta pressão no valor de 1024 hPa em torno de 55°S/36°W, associado ao sistema frontal mais ao sul e à leste de 30°W também. Nota-se uma frente fria sobre o sul da Argentina, estendendo-se até a baixa pressão relativa 984 hPa, posicionado em torno de 55°S/67°W. Sobre o Pacífico observa-se outro sistema frontal transiente, ao sul de 35°S. Estes sistemas estão associados ao padrão baroclínico, favorecido pelo JPS. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) apresenta valor de 1020 hPa, a leste de 10°W e fora do domínio da figura. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) tem valor de 1028 hPa, localizado à oeste de 110°W, fora do domínio da imagem. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua entre 07°N/08°N no Oceano Pacífico e em torno de 04°N sobre o Oceano Atlântico.
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Previsão
Nesta terça-feira (16/05), o ciclone associado à frente fria encontra-se sobre o Oceano Atlântico, alinhando a convergência de umidade em direção ao Estado da BA e contribuindo as instabilidades e chuvas em pontos isolados no sul deste Estado. Em parte da Região Centro-Oeste e Sudeste observa-se um cavado em níveis médios e altos que provoca instabilidade e pancadas de chuva isoladas sobre parte do MS, MT, GO, norte de SP e grande parte de MG. A circulação da alta pressão presente na retaguarda do ciclone está presente sobre grande parte do Sul do país, contribuindo para à diminuição das temperaturas sobre esta Região. Durante esta quarta-feira (17/05), as condições de tempo e os sistemas sinóticos atuantes sobre o continente não sofrem alteração significativa. Segue as condições de chuva, podendo gerar acumulados significativos, principalmente sobre o litoral sul da BA até o Recôncavo Baiano. Sobre parte do Centro-Oeste e do Sudeste, permanece as condições para pancadas de chuva, principalmente no período da tarde, provocadas pela presença de um cavado em médios e altos níveis. O Jato de Baixos Níveis (JBN) estará direcionado para parte do oeste da Região Sul, que juntamente com as correntes de jato em altos níveis, deixará o tempo com condições para pancadas de chuva isoladas, principalmente no período da tarde. Em grande parte da Região Norte, o calor e alta umidade do ar, assim como o escoamento em altos níveis, deixará o tempo com condições para pancadas de chuva, principalmente no centrooeste desta Região. A partir da quinta-feira (18/05), um cavado presente no Oceano Pacífico, já cruzará a Cordilheira dos Andes, contribuindo para a formação de uma onda frontal e sobre grande parte do setor oeste da Região Sul, oeste do Uruguai, norte da Argentina e centro-sul do Paraguai, haverá condições para pancadas de chuva que em pontos isolados poderão ser fortes, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento pontuais. Estas instabilidades também são favorecidas pelo escoamento do JBN, que estará com direcionamento para parte destas localidades, transportando calor e umidade. Sobre o oeste e parte do centro e norte de SP, centro-sul do MS e no Triângulo Mineiro, um cavado presente em médios e baixos níveis, assim como a circulação dos ventos de norte, deixarão o tempo instável com condições para pancadas de chuva, principalmente a partir da tarde, sobre estas localidades. Na sexta-feira (19/05), com a onda frontal já formada, o tempo ficará instável com previsão de pancadas de chuva em praticamente toda Região Sul do país. Estas pancadas deverão ser intensas e gerar acumulados expressivos de precipitação em alguns pontos desta Região. Sobre o Estado de SP, MS e parte de MG, a divergência do escoamento em altos níveis, presença de um cavado em baixos níveis e o direcionamento da saída do JBN, contribui para as instabilidades e pancadas de chuva sobre estas localidades. No litoral norte da BA, litoral de SE e sul de AL, haverá condições de chuva devido à convergência de umidade em baixos níveis proporcionado por distúrbios vindos de leste. Ressalta-se que a termodinâmica e a difluência do escoamento em altos níveis, proporciona pancadas de chuva na Região Norte, principalmente no setor mais à oeste, assim como em pontos do MT, nestes últimos 4 dias de previsão. Ressalta-se também que os modelos númericos não estão divergindo quanto ao posicionamento do ciclone que se formará entre esta quinta e sexta-feira. O que aumenta a previsibilidade deste sistema e as condições de tempo associadas. O posicionamento e os valores dos maiores acumulados de precipitação para os próximos dias, estão sendo previstos de forma bastante aproximada pelos modelos globais GFS e BAM, assim como pelo modelo regional ETA 15 km. Isso deve-se também pela posição do ciclone que está sendo prevista de forma bastante semelhante pelos modelos.

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