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Boletim Técnico
Análise Sinótica: 15/05/2017-00Z
Nivel 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 15/05, nota-se o predomínio de uma circulação anticiclônica sobre o centro-norte do continente com centro localizado sobre o norte de MT. Nas bordas oeste e norte desta circulação, nota-se difluência do escoamento que, aliada a termodinâmica, favorece a presença da nebulosidade convectiva observada na imagem de satélite. No Oceano Atlântico, próximo à 33°S/40°W, nota-se a presença de um cavado que está associado ao sistema frontal sinalizado na carta de superfície. Ao norte deste cavado, pode ser observado o escoamento quase zonal do Jato Subtropical (JST). Seu escoamento encontra-se dividido e outro ramo pode ser notado com leve curtatura ciclônica sobre o continente próximo a latitude de 30°S. Ao sul de 30°S, nota-se a presença de um cavado frontal associado ao sistema frontal que atua na Argentina. O escoamento dos ramos norte e sul do Jato Polar (JPN e JPS, respectivamente) encontra-se confinado as mais altas latitudes, ao sul de 40°S, indicando o aprizionamento do ar polar no extremo sul do continente.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 15/05, pode-se observar que parte do escoamento em altos níveis se aprofunda e é também observado em médios níveis. Sobre o centro-norte do Brasil predomina o escoamento anticiclônico centrado sobre o sul do TO. Neste nível, este padrão de escoamento induz movimentos descendentes que dificultam a formação de nebulosidade significativa e, por compressão adiabática, auxiliam no aquecimento diurno. No Oceano Atlântico, nota-se circulação ciclônica fechada associada próxima a 35°S/40°W, associada ao cavado em altos níveis e que fornece o suporte dinâmico ao sistema frontal em superfície. Contornando o cavado acima mencionado, pode-se notar a intensificação do escoamento resultante da presença dos jatos de altos níveis sobre esta região. Perturbação ciclônica também pode ser observada sobre o centro da Argentina associada ao sistema frontal que atua nessa região.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície da 00 UTC do dia 15/05, observa-se uma onda frontal com frente fria atuando no litoral do RJ e Oceano Atlântico adjacente até um centro de baixa pressão em estágio de oclusão de 988 hPa, localizado em torno de 33°S/40°W. Uma outra onda frontal é observada no sul do continente com ramo frio sobre a província argentina de Rio Negro com centro de baixa pressão relativa de 996 hPa, localizado em torno de 53°S/60°W. Sistemas frontais transientes também são obsevados nos oceanos Atlântico e Pacífico. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) apresenta valor de 1016 hPa. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) tem valor de 1028 hPa, localizado à oeste de 100°W, fora do domínio da imagem. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua entre 06°N/08°N no Oceano Pacífico e entre 02°N e 04°N sobre o Oceano Atlântico.
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Previsão
Nessa segunda-feira (15/05) o ciclone se afastará mais para leste no Atlântico, entretanto aumentará a convergência de umidade para o norte do RJ, ES e sul da BA, que poderá produzir chuva fraca e isolada no norte do ES e sul da BA. Um cavado irá provocar pancadas de chuva no sul de GO, no norte e nordeste de MS e no sul de MT a partir da tarde, mas no decorrer da manhã e parte da tarde do oeste ao leste de MS. As temperaturas mínimas e máximas estarão em declínio no Sul, devido a influência da crista de uma alta pressão na retaguarda do ciclone e das temperaturas baixas no nível de 500 hPa, as quais acompanham o deslocamento do cavado nesse nível. Na terça-feira (16/05) a circulação no Atlântico apresenta a desintensificação do ciclone e apresenta um cavado da superfície à altos níveis, no entanto em baixos níveis a convergência de umidade associada ao ciclone ainda influenciará o sul da BA com chuva isolada. A pista de ventos associada a interface de uma alta pressão de bloqueio e o cavado na região central do Atlântico favorecerá a advecção de umidade para a região costeira do RS ao ES, podendo gerar chuva fraca no litoral sul do RJ. Uma crista em 500 hPa garantirá o tempo com pouca nebulosidade do sul de MS à Província de Buenos Aires e as demais áreas da Região Sul e o sudoeste de SP. Do leste do Paraguai ao norte do RS, oeste e planaltos de SC e no sudoeste e sul do PR e no Vale do Paraíba em SP haverá condições para o dia amanhecer com nevoeiros. Na quarta-feira (17/05) um centro anticiclônico estará localizado em MT e a crista associada terá o eixo em direção ao sul do RS e Atlântico adjacente, que deverá manter as condições de tempo com pouca nebulosidade em grande parte do PR, do Paraguai, norte, centro e nordeste da Argentina, SC, RS e o Uruguai. A presença do Jato de Baixos Níveis (JBN), de um cavado em superfície, juntamente com o escoamento difluente em 250 hPa e temperaturas e umidade elevadas contribuirão instabilizar o tempo em áreas do Paraguai, MS, leste da Bolívia e oeste de SP e norte do PR, onde haverá pancadas de chuva localmente forte e isoladas, principalmente a partir da tarde. Na quinta-feira (18/05) o JBN se intensificará da Bolívia ao norte e nordeste da Argentina e em associação a passagem de um cavado pelos Andes e da baixa do Chaco irão induzir o aumento da instabilidade do ar proporcionando condições para chuva forte, inclusive com temporais isolados, em áreas do oeste e sul de MS, Paraguai, oeste da Região Sul, oeste e norte do Uruguai e norte, centro e nordeste da Argentina no decorrer do dia. Para as outras áreas da Região Sul e do Uruguai e do oeste de SP a instabilidade ocorrerá a partir da tarde. Na sexta-feira (19/05) haverá a formação de um ciclone nas proximidades do Uruguai, leste da Argentina e oceano adjacente, que provocará chuva forte nessas áreas. O ramo frontal frio, associado ao ciclone, estará no final do dia entre o leste da Bolívia, oeste e sul do PR e nordeste do RS, e também contribuirá para chuva forte em MS, oeste e sul de SP e na Região Sul. A termodinâmica e a presença de cavados na circulação de leste em 500 hPa favorecerão as pancadas de chuva forte e isoladas em parte do norte e oeste da Região Norte nos próximos cinco dias. Na Região Nordeste a presença de uma crista em 500 hPa deixará os próximos 2 dias com pouca nebulosidade e o dia quente em grande parte da Região, principalmente no interior. No norte do MA e do PI haverá condições para pancadas de chuva nesse período, que deverão se propagar para as outras áreas desses Estados nos dias 17 e 18/05. O norte da Região Centro-Oeste terá mais influência nos próximos dias desse anticiclone em 500 hPa e por isso as chances de chuva serão menores para esta área, devido a subsidência do ar gerada entre 500 hPa e a superfície.

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