Boletim Técnico
Análise Sinótica: 23/10/2017-00Z
Nível 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 23/10, observa-se um cavado ao norte de 20°S sobre parte do Equador e Peru. À leste deste cavado, observa-se uma crista sobre parte da Região Norte e que se estende sobre o MT e sul do TO, promovendo divergência de massa em altitude e, consequentemente, convergência em baixos níveis. Este fator, associado à termodinâmica local, contribui para as instabilidades presentes sobre parte do AM, AC, RO, MT e MS. Observa-se um cavado com orientação NO/SE, atuando desde o norte da Argentina em direção ao litoral do Chile, ao norte de 20°S. Um amplo cavado é observado próximo do litoral do leste de Nordeste. Observa-se um cavado frontal próximo do litoral da Região Sul do país contornado pelo Jato Subtropical (JST) e pelo ramo norte do Jato polar (JPN). O ramo sul do Jato Polar (JPN) é observado ao sul de 50°S.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 23/10, observa-se uma ampla circulação anticiclônica estendendo uma crista por parte do Nordeste, contribuindo no transporte de umidade em direção ao litoral leste do Nordeste. Outra área de circulação anticiclônica é observada sobre o Oceano Pacífico, próximo do litoral do Chile e do Peru. À leste desta circulação, observa-se um cavado que se estende desde a Região Sul e Centro-Oeste. À leste deste cavado tem-se advecção de vorticidade ciclônica, que influencia nas instabilidades presentes em parte da Região Sul e de SP. Um cavado frontal é observado próximo do Uruguai e Sul do país, contornado por fortes ventos (área destacada em verde), relacionados às correntes de jato em altitude.
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Nível 850 hPA
Na análise da carta sinótica de 850 hPa da 00 UTC do dia 23/10, observa-se uma circulação anticiclônica sobre o Oceano Atlântico com escoamento adentrando pelo Nordeste e extremo Norte do país. Próximo ao litoral do Uruguai e sul do RS observa-se uma circulação ciclônica associado ao sistema frontal presente em superfície e que direciona o escoamento em direção ao Paraguai, parte da Região Sul do país. No Oceano Pacífico, nota-se uma circulação anticiclônica, associada a Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS). A isoterma de 0° encontra-se no sul da Argentina e Chile, atingindo latitudes superiores a 40°S próximo do sul do Uruguai, mostrando a incursão de ar frio sobre estas localidades.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície da 00Z do dia 23/10, observa-se uma frente fria estendendo-se entre o Paraguai, norte do PR e prolongando-se pelo Oceano Atlântico, até um centro de baixa pressão de 1000 hPa em estágio de oclusão, atuando em torno de 37°S/44°W. Em altos níveis, observa-se o ramo norte do Jato Polar oferecendo suporte dinâmico a este sistema frontal em superfície. Nota-se a presença de uma Zona de Convergência de Umidade (ZCOU) entre o sul do AM até a divisa entre SP e RJ.Ainda sobre o Oceano Atlântico, observa-se uma frente fria atuando no sul da Argentina. Sobre o Oceano Pacífico, observa-se uma frente fria atuando próximo do litoral do Chile. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) tem núcleo de 1024 hPa centrada à leste de 30°W. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) apresenta núcleo de 1024 hPa à oeste de 105°W, fora do domínio da imagem. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua em torno de 08°N/10°N no Oceano Pacífico e em torno de 07°N/10°N no Oceano Atlântico.
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