Boletim Técnico
Análise Sinótica: 25/05/2018-00Z
Nível 250 hPA
Na análise da carta sinótica de 250 hPa da 00 UTC do dia 25/05, nota-se sobre as Regiões Norte e Nordeste do Brasil, o predomínio da circulação anticiclônica. Este padrão gera difluência no escoamento sobre o Norte do Brasil, que contribui para a divergência de massa em altitude e induz a convergência de massa em baixos níveis, formando nebulosidade convectiva observada na imagem de satélite, que se intensifica na parte da tarde, devido ao aquecimento diurno. Observa-se um cavado no interior do continente até o Oceano Atlântico, contornado pelo Jato Subtropical entre MG e o Atlântico adjacente. O ramo norte do Jato Polar, além do Jato Subtropical (JST), contorna este cavado sobre o Atlântico apenas e oferecem suporte dinâmico ao sistema frontal a leste de 30°W. Sobre o Pacífico o JST e o JPN também contornam um cavado frontal.
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Nível 500 hPA
Na análise da carta sinótica de 500 hPa da 00 UTC do dia 25/05, nota-se o predomínio de uma circulação anticiclônica na faixa norte do continente. Este padrão de circulação restringiu a formação de nebulosidade significativa sobre a faixa central do país. Observa-se o reflexo do cavado em altitude em parte do Sudeste, que favorece a nebulosidade e chuva, junto ao escoamento em baixos níveis. Sobre o Atlântico, nota-se o reflexo do cavado frontal, favorecido pelo JPN, onde se nota baroclinia através dos ventos e gradiente de altura geopotencial. Também se observa o cavado frontal sobre o Pacífico, com baroclinia significativa, favorecida pelo JPN.
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Nível 850 hPA
Na análise da carta sinótica de 850 hPa da 00 UTC do dia 25/05, nota-se a influência da circulação vinda de leste sobre boa parte do norte do país. A circulação anticiclônica também favorece o escoamento de leste sobre o Nordeste e parte do Sudeste, que aumenta a convergência de umidade em algumas regiões e provoca aumento de nebulosidade e chuva na faixa leste, principalmente onde há a influência do cavado comentado nos níveis superiores. O escoamento anticiclônico centrado sobre o centro-sul do Brasil, que mantém o ar frio sobre o centro-sul do país. Na faixa leste esta circulação transporta umidade para alguns pontos também do centro-sul do Brasil, mas a nebulosidade é mais fraca, pois os ventos são mais fracos e não há a influência do cavado. Sobre o Oceano Atlântico ao sul de 40°S, nota-se uma área de baixa pressão, associada ao sistema frontal, favorecido pelo cavado e pelo JPN. Um cavado é observado à leste da Patagônia Argentina, favorecendo a nebulosidade observada na imagem de satélite. Sobre o Pacífico nota-se o reflexo do sistema frontal, favorecido pelo cavado nos níveis acima e pelo JPN também.
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Superfície
Na análise da carta sinótica de superfície da 00Z do dia 25/05, observa-se uma frente estacionária sobre o Atlântico, à leste de 30°W, favorecida pelo cavado visto nos níveis acima. Observa-se uma frente oclusa sobre o Atlântico, com centro de baixa pressão no valor de 988 hPa, em aproximadamente 48°S/32°W, também favorecida pelo cavado e JPN em altitude. Sobre o leste do Nordeste nota-se o escoamento ondulatório no campo de pressão, que favorece a convergência de umidade, principalmente à leste do cavado. A alta pressão pós-frontal atua com o centro de 1024 hPa entre o leste da Região Sul do Brasil e parte do Atlântico, tomando características subtropicais. Este anticiclone, como comentado acima, favorece a circulação em boa parte do país. Outro sistema frontal atua no Atlântico ao sul de 50°S, à leste da patagônia Argentina, favorecido pelo cavado comentado nos níveis acima. No Oceano Pacífico, à oeste de 80°W, nota-se um sistema frontal, associado a um centro de baixa pressão no valor de 976 hPa em torno de 43°S/90°W, favorecido pelo cavado e pelo JPN comentado nos níveis acima. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) encontra-se com valor de 1020 hPa em torno de 25°S/85°W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua sobre o Oceano Pacífico em torno de 09°N e sobre o Oceano Atlântico em torno de 01°N/02°N.
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Previsão
Nesta sexta-feira (25/05), a combinação da termodinâmica com a divergência em altos níveis manterá o tempo instável na faixa norte da Região Norte com condição para pancadas de chuva ao longo do dia que virão acompanhadas de descargas elétricas e, localmente, poderão ser intensas. Na faixa norte do Nordeste, a divergência favorecerá a ocorrência de pancadas que localmente poderão ser intensas, principalmente, sobre o Ceará. O tempo seguirá instável na faixa leste do Nordeste com precipitações intercaladas com períodos de melhoria e que, localmente, poderão gerar acumulados significativos ao final do dia. A presença de um cavado em médios e altos níveis e o escoamento associado ao Jato Subtropical manterão uma condição de nebulosidade entre MG e o ES com condição para chuvas fracas e isoladas ao longo do dia. No litoral do Sudeste, a circulação associada ao anticiclone favorecerá o transporte de umidade em direção a faixa costeira de São Paulo e Rio de Janeiro com chuvas fracas e isoladas ao longo do dia e condição para chuviscos/chuvas fracas ao final do dia na faixa leste de São Paulo. Na maior parte do Brasil, permanecerá a condição de tempo seco e pouca nebulosidade, inclusive com baixos índices de umidade relativa do ar no período da tarde em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste, Sul e interior do Nordeste. Pelo menos até o começo da próxima semana, não haverá mudança significativa nas condições de tempo no Brasil. Desta forma, a precipitação seguirá concentrada entre a Região Norte e faixa litorânea do Nordeste. Persistirá a condição para acumulados significativos no litoral da BA. No centro-sul, o tempo seco e céu com poucas nuvens prevalece e as temperaturas entrarão em elevação, embora as manhãs ainda sejam de temperaturas baixas no Sul. Destaca-se que a manutenção das condições de tempo manterá os índices de umidade relativa do ar abaixo dos valores considerados ideais na maior parte do Centro-Oeste, Sul, Sudeste e interior do Nordeste.

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